SABIA QUE JESUS CRISTO NÃO MORREU NA SEXTA
DESCOBRINDO O DIA DA CRUCIFICAÇÃO DE JESUS CRISTO
Foi o próprio Senhor Jesus quem profetizou que ficaria três dias e três noites no coração da terra. Porém, desde o momento em que Seu corpo foi colocado no túmulo – no final da sexta-feira até o amanhecer de domingo – encontramos apenas um dia e duas noites. Como conciliar essa discrepância com a profecia?
A profecia do Senhor Jesus é bem clara em Mt 12.38-40 “38 Então alguns dos escribas e dos fariseus, tomando a palavra, disseram: Mestre, queremos ver da tua parte algum sinal. 39. Mas ele lhes respondeu: Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o do profeta Jonas; 40. pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.”
Sabemos que todas as profecias das Escrituras se cumprem literal e integralmente, pois Deus vela sobre Sua Palavra para cumpri-la (Jeremias 1:12). “Porque o Senhor cumprirá a Sua Palavra sobre a terra, cabalmente e em breve”. Temos assim, tanto mais confirmada a Palavra profética, e fazeis bem em atende la, como a uma candeia e a estrela da alva nasça em vosso coração, sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1.19-21; Rm 9.28). O cumprimento das promessas de Deus é fiel, e em Josué 21:45 encontramos: "Palavra alguma falhou de todas as boas coisas que o Senhor prometera à casa de Israel; tudo se cumpriu." Portanto, podemos crer que Jesus esteve exatamente três dias e três noites no coração da terra, nem um dia a mais, nem um a menos.
Mas se Ele foi colocado no túmulo no final da sexta-feira e ressuscitou no início do domingo, como podemos encontrar esses três dias e três noites? Jesus afirmou que a Escritura não pode falhar (João 10:35). Vamos então examinar as Escrituras e ver como a profecia de Jesus se cumpre de forma precisa.
AS TRÊS FESTAS DE PEREGRINAÇÃO DOS JUDEUS. (Ex 23.14; Lv 23.4-21; Dt 16.1-17).
A Bíblia menciona que os judeus deveriam celebrar três festas de peregrinação no ano:
• PÁSCOA,
• PENTECOSTES E
• TABERNÁCULOS
Jesus foi crucificado na semana da Páscoa. O capítulo 12 de Êxodo narra a instituição da Páscoa, que marcou a saída de Israel do Egito sob a liderança de Moisés. Deus disse a Moisés e a Arão que aquele mês da saída de Seu povo seria o principal do ano: o mês de Nissan (ou Abibe). No dia 10 do mês, cada família deveria escolher um cordeiro sem defeito, que seria guardado até o 14º dia, quando seria imolado no crepúsculo da tarde, véspera da Páscoa – o Dia da Preparação (Êxodo 12:6).
O sangue do cordeiro deveria ser colocado nas ombreiras e na verga das portas (Êxodo 12:7). A partir dessa noite começava o primeiro dia da Páscoa, um Dia de Descanso, em que nenhuma obra poderia ser feita. Junto com a Páscoa, havia também a Festa dos Pães Ázimos. Durante sete dias, desde o 14º dia à tarde até o 21º dia à tarde do mês de Nissan, os israelitas deveriam comer pães sem fermento (Êxodo 12:14-18).
A Páscoa era celebrada com solenidade ao SENHOR, por estatuto perpétuo. “E este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo. Por sete dias comereis pães asmos; logo ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas, porque qualquer que comer pão levedado, entre o primeiro e o sétimo dia, esse será cortado de Israel. E ao primeiro dia haverá uma santa convocação; também ao sétimo dia tereis uma santa convocação; neles não se fará trabalho algum, senão o que diz respeito ao que cada um houver de comer; somente isso poderá ser feito por vós. Guardareis, pois, a festa dos pães ázimos, porque nesse mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis este dia através das vossas gerações por estatuto perpétuo. 18. No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde. (Ex 12.14-18).
É importante observar que o dia judaico começa ao pôr do sol e termina 24 horas depois, ou seja, ao pôr do sol do dia seguinte. O dia judeu é formado por 12 horas de noite seguidas por 12 horas de dia.
O primeiro e o último dia da Páscoa eram considerados dias de santa convocação, nos quais nenhum trabalho poderia ser realizado (Êxodo 12:16). Estes dias eram dias de descanso, conhecidos como Sábados. A palavra "Sábado" significa cessação de trabalho, repouso e descanso.
JESUS FOI CRUCIFICADO NO DIA DA PREPARAÇÃO, o dia em que os cordeiros eram sacrificados para a Páscoa. Que significado extraordinário! Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).
O DIA SEGUINTE À PREPARAÇÃO: O Primeiro Dia da Páscoa (Sábado da Páscoa)
João 19:31 menciona que o dia após a preparação (quando Jesus foi crucificado) era o primeiro dia da Páscoa, que era também um dia de descanso, conhecido como Sábado da Páscoa.
"Ora, os judeus, como era a preparação, e para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, pois era grande aquele dia de sábado, rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados dali" (João 19:31)
• Este dia era conhecido como O Grande Dia da Festa, um dia festivo especial, em que não se poderia realizar nenhum trabalho.
O GRANDE DIA DA FESTA E OS DIAS DE DESCANSO
• O primeiro e o último dia das festas eram chamados de O Grande Dia da Festa e eram considerados dias de descanso.
• Este conceito é enfatizado em João 7:37, quando Jesus se apresenta no último dia da festa dos Tabernáculos, também um dia de grande descanso: "Ora, no seu último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e exclamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba" (João 7:37)
• Da mesma forma, dias como as Festas das Trombetas e a Festa da Expiação também eram considerados Sábados de Descanso Solene. Em Levítico 16:29-31, lemos sobre o Sábado de Descanso da Festa da Expiação: "Será SÁBADO DE DESCANSO solene para vós, e afligireis as vossas almas; é estatuto perpétuo" (Levítico 16:29-31).
OS DOIS SÁBADOS NA MORTE E SEPULTAMENTO DE JESUS
• As mulheres presentes durante a morte e sepultamento de Jesus estavam observando atentamente tudo o que acontecia (Mateus 27:55-56; Marcos 15:47).
• Marcos 16:1-2 relata que as mulheres foram ao sepulcro logo após o Sábado da Páscoa para comprar aromas, mas isso aconteceu após o Sábado da Páscoa:
"Passado o sábado (da Páscoa), Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem embalsamá-lo. E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol, foram ao túmulo" (Marcos 16:1-2)
• Como o Sábado da Páscoa (quinto dia da semana) era um dia de descanso, as mulheres não podiam comprar aromas logo após o sepultamento de Jesus, já que o dia começava ao pôr do sol na quinta feira. Era o PRIMEIRO DIA DA PÁSCOA (SÁBADO DE DESCANSO), UM GRANDE DIA – dia festivo especial – um dia grandioso, quando nenhum trabalho podia ser feito. Elas esperaram passar o sábado (da páscoa) para comparem aromas.
• Lucas 23:55-56 afirma que as mulheres prepararam especiarias e unguentos na sexta-feira, mas descansaram no sábado, conforme o mandamento da Lei (Êxodo 20:8-11; Deuteronômio 5:14). "Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento" (Lucas 23:55-56). Esse Sábado da Lei foi o sábado normal (véspera do domingo), enquanto o Sábado da Páscoa (quinto dia da semana) era um dia festivo especial.
▪ As mulheres prepararam aromas e bálsamos na sexta-feira, após o Sábado especial da Páscoa, que caiu na quinta-feira. Depois disso, descansaram no Sábado da Lei (véspera do domingo), conforme o mandamento da Lei (Êxodo 20:8-11; Deuteronômio 5:14). Assim, a sexta-feira ficou entre os dois sábados: o Sábado especial da Páscoa e o Sábado da Lei. No primeiro dia da semana (domingo), muito cedo, as mulheres foram ao sepulcro com os aromas preparados, mas encontraram a pedra rolada e o corpo de Jesus ausente (Lucas 24:1-3).
▪ Lucas continua informando: Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. Entrando, porém, não acharam o corpo do Senhor Jesus. (Lc 24.1-3).
▪ As mulheres citadas por Marcos (Mc 16.1-3) compraram aromas na sexta-feira, após aguardarem o fim do Sábado Especial da Páscoa (que caiu na quinta-feira) para poderem realizar a compra. Depois de adquirirem e prepararem os aromas, elas descansaram durante o Sábado Normal da Lei, que corresponde à véspera do domingo, e então, no domingo de madrugada, foram ao túmulo.
▪ Ao observar o relato de Marcos, fica claro que as mulheres compraram aromas depois do sábado mencionado, mas qual seria esse sábado? Não poderia ser o sábado normal (véspera do domingo), pois o sábado a que se refere Marcos é, sem dúvida, o Sábado Especial da Páscoa, que ocorre no primeiro dia da festa. Já Lucas, ao descrever a situação, explica que as mulheres, depois de comprar os aromas, descansaram no sábado conforme o mandamento da Lei. Nesse caso, trata-se do Sábado Normal da Lei.
▪ Portanto, temos dois sábados distintos: o Sábado Especial da Páscoa (na quinta-feira) e o Sábado Normal da Lei (na véspera do domingo). Entre esses dois sábados, ficou a sexta-feira, que foi o dia em que as mulheres puderam comprar os aromas.
▪ Na sexta-feira, todas as mulheres citadas por Marcos e Lucas tinham permissão para realizar compras (Mc 16.1; Lc 23.55-56). O primeiro dia da Páscoa caiu na quinta-feira, que era um sábado de descanso solene. Nesse contexto, Jesus foi crucificado na tarde da quarta-feira, o Dia da Preparação, que é a véspera do primeiro dia da Páscoa.
▪ Dessa forma, podemos entender que Jesus foi crucificado na tarde da quarta-feira (Dia da Preparação) e sepultado ao final desse dia, quando o primeiro dia da Páscoa (quinta-feira) começava. Ele ressuscitou após o final do sábado da lei, no começo do primeiro dia da semana (Mt 28.1-6), cumprindo assim exatamente três dias e três noites conforme o relato bíblico.
▪ O relato de Mateus 28:1-6 é realmente impressionante e crucial para o entendimento do momento da ressurreição de Jesus. Nele, vemos que Maria Madalena e a outra Maria foram ao sepulcro no f im do sábado, já com a chegada do primeiro dia da semana, o domingo. Nesse momento, um grande terremoto ocorreu, e um anjo do Senhor desceu do céu, removendo a pedra do sepulcro e ficando sentado sobre ela. O aspecto do anjo era deslumbrante, como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve.
▪ A reação dos guardas foi de intenso medo, a ponto de ficarem como mortos. O anjo então se dirigiu às mulheres, tranquilizando-as, dizendo: "Não temais vós; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia."
▪ Este relato confirma que Jesus ressuscitou após o final do sábado, no início do primeiro dia da semana, e o momento foi marcado por fenômenos sobrenaturais, como o grande terremoto. Esse foi o exato momento em que Jesus ressuscitou, cumprindo as palavras que Ele mesmo havia dito durante sua vida.
▪ Após três dias e três noites no coração da terra, Jesus ressuscitou. No entanto, ninguém presenciou o momento exato da Sua ressurreição. Como João descreve: "No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro" (Jo 20.1). Da mesma forma, Lucas registra: "Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra revolvida do sepulcro; mas, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus" (Lc 24.1-3). Em ambas as passagens, a pedra já estava removida quando as mulheres chegaram, indicando que Jesus já havia ressuscitado antes da pedra ser retirada.
▪ A pedra não foi removida para permitir que Jesus saísse, pois Ele, em Seu corpo glorificado, não estava limitado como os seres humanos. Ele poderia entrar e sair de qualquer lugar sem ser notado. A remoção da pedra teve como propósito testemunhar a Sua ressurreição através do túmulo vazio. Nenhum dos guardas, nem qualquer outro, viu o momento em que Ele ressuscitou.
▪ O túmulo foi encontrado vazio ao ser visitado no terceiro dia, confirmando que Jesus ressuscitou no exato cumprimento dos três dias e três noites, logo após o fim do sábado da lei. Jesus não foi visto no momento da ressurreição, mas apareceu depois disso, já ressuscitado. Isso revela a fidelidade da Palavra de Deus, que cumpriu a promessa de que Ele ressuscitaria no terceiro dia.
A CRONOLOGIA DOS EVENTOS
• A Sexta-feira foi o dia em que todas as mulheres citadas por Marcos e Lucas podiam comprar e preparar os aromas.
• O primeiro dia da Páscoa caiu na quinta-feira (Sábado de descanso solene), e Jesus foi crucificado na quarta-feira, Dia da Preparação, véspera do primeiro dia da Páscoa. Jesus foi crucificado na tarde da quarta-feira e sepultado no final desse dia, quando já começava o primeiro dia da Páscoa (quinta-feira).
• Jesus ressuscitou no domingo, logo após o fim do Sábado da Lei, começando o primeiro dia da semana (Mateus 28:1-6).
DA CRUCIFICAÇÃO A RESSURREIÇÃO
• CRUCIFICAÇÃO – quarta-feira, dia da Preparação, véspera do sábado especial da Páscoa (Jo 19.14). A crucificação teve seu início as 09 horas e das 12 horas até as 15 horas, houve trevas sobre toda Terra (Mt 27.45).
• SEPULTAMENTO – Ao cair da tarde do mesmo dia da crucificação – quarta feira, Jesus foi colocado no túmulo, quando já começava o sábado da Páscoa – quinta feira. (Mc 15.42; Lc 23.53,54; Jo 19.41,42).
• RESSURREIÇÃO – Logo ao findar do sábado da lei, no início do primeiro dia da semana (domingo) (Mt 28.1-6).
CONFIRMANDO OS TRÊS DIAS E TRÊS NOITES
• Com base na cronologia, temos exatamente três dias e três noites entre o sepultamento de Jesus (quarta-feira à tarde) e Sua ressurreição (no domingo). "No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro" (Mateus 28:1-6)
RESUMO
Jesus disse que estaria três dias e três noites no coração da terra (Mt 12.40). Ele foi sepultado no final da tarde do mesmo dia em que foi crucificado – quarta feira (Mt 15.42; Lc 23.53,54), e ressuscitou no primeiro dia da semana (domingo): “Ora, havendo Jesus ressuscitado cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios” (Mc 16.9). quando houve um grande terremoto (Mt 28.1-6). Do pôr do sol da quarta feira ao pôr do sol do sábado (da lei), temos precisamente três dias e três noites.
Se Jesus tivesse sido crucificado na sexta feira, esse dia não poderia ser contado porque o Seu corpo foi posto no túmulo no final do dia da crucificação. E como Ele ressuscitou no findar da tarde do sábado (da lei) , então Jesus teria ficado no túmulo apenas um dia e uma noite:
● Noite de sexta feira para o sábado
● E o dia de sábado
No dia em que Jesus foi crucificado, houve trevas sobre toda a Terra desde a hora sexta (meio dia), até à hora nona (três horas da tarde). No calendário católico ou cômputo eclesiástico, a primeira quarta feira antes da Páscoa é chamada Quarta Feira de Trevas.
Jesus foi crucificado na quarta-feira e sepultado no final da tarde desse dia. Ressuscitou ao começas o primeiro dia da semana (domingo). Esteve exatamente três dias e três noites no “coração da terra”, como havia profetizado (Mt 12.38-40). Deus é fiel.
TRÊS DIAS E TRÊS NOITES
“Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra” (Mt 12.40).
Na tradição judaica, o dia começa ao pôr do sol e termina ao pôr do sol do dia seguinte. Isso difere da contagem ocidental, que considera o início do dia à meia-noite. Por isso, ao calcular os três dias e três noites conforme a tradição judaica, devemos compreender a sequência correta:
• Quinta-feira começa ao pôr do sol de quarta-feira e vai até o pôr do sol de quinta-feira. • Sexta-feira começa ao pôr do sol de quinta-feira e vai até o pôr do sol de sexta-feira.
• Sábado começa ao pôr do sol de sexta-feira e vai até o pôr do sol de sábado.
• Domingo começa ao pôr do sol de sábado e vai até o pôr do sol de domingo. Como essa contagem se aplica à morte e ressurreição de Jesus:
• Primeiro dia: Quinta-feira
▪ Noite de quinta-feira (inicia o dia bíblico, após o pôr do sol de quarta-feira)
▪ Dia claro de quinta-feira
• Segundo dia: Sexta-feira
▪ Noite de sexta-feira (inicia o dia, após o pôr do sol de quinta-feira)
▪ Dia claro de sexta-feira
• Terceiro dia: Sábado
▪ Noite de sábado (inicia o dia, após o pôr do sol de sexta-feira)
▪ Dia claro de sábado
• Ressurreição: Jesus ressuscita no início do domingo, ou seja, logo após o pôr do sol de sábado, cumprindo literalmente “três dias e três noites”.
Portanto, conforme a contagem judaica, temos três dias e três noites completos, e a ressurreição ocorre no início do domingo, após o fim do sábado.
Em resumo, a contagem de três noites e três dias seria assim:
• Noite de quinta-feira (inicia o dia de quinta, ao pôr do sol de quarta-feira) – primeira noite
• Noite de sexta-feira (inicia o dia de sexta, ao pôr do sol de quinta-feira) – segunda noite
• Noite de sábado (inicia o dia de sábado, ao pôr do sol de sexta-feira) – terceira noite
• Dia de quinta-feira – primeiro dia
• Dia de sexta-feira – segundo dia
• Dia de sábado – terceiro dia Com isso, a ressurreição de Jesus ocorre no início do domingo (primeiro dia da semana), logo após o pôr do sol de sábado, cumprindo literalmente “três dias e três noites” conforme a tradição judaica.
A história afirma que "Cristo morreu", mas a teologia explica que "Cristo morreu pelos nossos pecados" (1 Co 15:3). O SENHOR É FIEL. De geração em geração dura a Sua Fidelidade (SL 100.5).
TABELA DAS 7 FESTAS JUDAICAS E OS SEUS SÁBADOS DE DESCANSO
Pesquisa realizada nos calendários Juliano e Gregoriano revelou que, entre os anos de 29 a 36 d.C., o dia 14 de Nissan caiu em uma quarta-feira nos anos de 30 d.C. e 35 d.C..
Calendário Juliano e Gregoriano:
Ano Dia da Semana (14 de Nissan)
29 Quinta-feira
30 Quarta-feira
31 Quinta-feira
32 Sexta-feira
33 Sexta-feira
34 Sábado
35 Quarta-feira
36 Quinta-feira
Anos em que 14 de Nissan caiu em uma quarta-feira:
• 30 d.C.
• 35 d.C.
Dessa forma, com base nesse ajuste de uma morte na quarta-feira (14 de Nissan), as datas mais prováveis seriam 30 d.C. ou 35 d.C., em ambos os calendários Juliano e Gregoriano.
Cálculo correto da idade de Jesus considerando o nascimento em 4 a.C.:
Lembrando que não existe o ano 0 entre 1 a.C. e 1 d.C., então a contagem dos anos segue sem o ano
• Se Jesus nasceu em 4 a.C., então o cálculo seria:
1. Em 30 d.C.: o Desde 4 a.C. até 30 d.C., passaram-se 33 anos completos. Ou seja, Jesus teria 33 anos em 30 d.C.. 2.
Em 35 d.C.: o Desde 4 a.C. até 35 d.C., passaram-se 38 anos completos. Ou seja, Jesus teria 38 anos em 35 d.C..
Conclusão correta:
• Se Jesus nasceu em 4 a.C., ele teria: o 33 anos completos em 30 d.C.. 38 anos completos em 35 d.C..
Contexto Bíblico – A Hora da Ressurreição
Outros evangelhos deixam claro que o túmulo já estava vazio antes do amanhecer de domingo:
• Mateus 28:1-6 – As mulheres chegam ao túmulo ao amanhecer de domingo, e o anjo diz: “Ele não está aqui, porque já ressuscitou.”
• Lucas 24:1-3 – Eles vão de manhã bem cedo e encontram o túmulo vazio.
• João 20:1 – Maria Madalena chega ainda escura, e Jesus já não estava lá. Isso indica que Jesus não ressuscitou ao amanhecer de domingo, mas antes disso.
Comparação e Análise de Marcos 16.9 e João 20.1
1. Quando Maria Madalena foi ao túmulo?
o João 20:1 diz que ela foi de madrugada, enquanto ainda estava escuro.
o Isso significa que o sol ainda não havia nascido, mas o túmulo já estava vazio.
2. Quando Jesus ressuscitou?
o Marcos 16:9 diz que Jesus "tendo ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana", mas a estrutura da frase em grego permite entender que “de manhã cedo” refere-se à encontrar a Maria, e não ao momento exato da ressurreição.
o João 20:1 mostra que, quando ainda estava escuro no domingo, o túmulo já estava vazio. Isso sugere que a ocorrência ocorreu antes do amanhecer de domingo.
3. Como harmonizar os dois versículos? o Se Jesus teve ressuscitado “de manhã cedo” no domingo, Maria Madalena ainda deveria encontrar o túmulo fechado ao chegar de madrugada.
o Como João 20:1 diz que ela encontrou o túmulo já vazio antes do amanhecer, a ressurreição deve ter ocorrido antes disso, possivelmente no início do domingo (após o pôr do sol do sábado).
o Assim, Jesus ressuscita no domingo bem cedo, ao início do primeiro dia da semana, logo após o término do Sábado da Lei, cumprindo de forma exata a profecia:
Resumo
• João 20:1 prova que Jesus já havia ressuscitado antes do amanhecer do domingo.
• Marcos 16:9 não especifica o momento exato da ressurreição, mas pode ser entendido como referindo-se à reunião de Maria Madalena de manhã.
• Se interpretamos Mateus 12:40 literalmente ("três dias e três noites"), então Jesus teria ressuscitado ao pôr do sol de sábado início do domingo, e não na manhã de domingo. Portanto, Marcos 16:9 não contradiz João 20:1, mas precisa ser entendido corretamente: Jesus já havia ressuscitado antes da manhã de domingo, e a reunião a Maria ocorreu depois, quando já havia amanhecido.
Conclusão
A distinção entre os dois sábados — o Sábado Especial da Páscoa (quinta-feira) e o Sábado da Lei (da sexta-feira ao pôr do sol até o pôr do sol de sábado) — esclarece a sequência dos eventos da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus. A ressurreição ocorreu exatamente no início do domingo, após o término do Sábado da Lei, cumprindo com precisão a profecia que Jesus havia anunciado.
A cronologia dos três dias e três noites foi cumprida de forma exata, confirmando a fidelidade de Cristo e a precisão das Escrituras. A ressurreição de Jesus representa a vitória definitiva sobre o pecado e a morte, oferecendo salvação a todos os que n'Ele creem.
Como registrado em Mateus 12:40, Jesus declarou que estaria “três dias e três noites no coração da terra”. Ele foi sepultado ao final da tarde de quarta-feira (Mateus 15:42; Lucas 23:53-54) e ressuscitou no início do domingo (Marcos 16:9), possivelmente nos primeiros momentos após o pôr do sol do sábado. Quando as mulheres chegaram ao túmulo, ainda estava escuro — já na madrugada do domingo — e encontraram o sepulcro vazio, pois Jesus já havia ressuscitado (João 20:1).
É possível que Jesus tenha ressuscitado nos primeiros minutos do domingo, logo após o pôr do sol de sábado (início do domingo no calendário judaico), mas as mulheres só chegaram ao túmulo mais tarde, já na madrugada, quando ainda estava escuro.
Jesus foi sepultado ao final da quarta-feira e permaneceu no túmulo durante a quinta, sexta e sábado. Ao término do sábado — já no início do domingo judaico — Ele ressuscitou. Assim, cumpre-se tanto a profecia dos "três dias e três noites" (Mateus 12:40) quanto as várias declarações de que Ele ressuscitaria "no terceiro dia" (Lucas 24:7), pois o domingo, que começa ao pôr do sol de sábado, ainda é o terceiro dia.
Entre o pôr do sol de quarta-feira e o pôr do sol de sábado, passaram-se três dias completos e três noites completas, exatamente como Ele predisse. Se a crucificação tivesse ocorrido na sexta-feira, como comumente se pensa, não haveria tempo suficiente para cumprir a profecia, pois Jesus teria ficado no sepulcro apenas:
• Uma noite (sexta para sábado)
• Um dia (sábado)
No dia da crucificação, trevas cobriram a terra do meio-dia às três da tarde (Mateus 27:45), marcando um momento singular de sofrimento e sacrifício. Esse evento, conhecido no calendário católico como a Quarta-feira de Trevas, simboliza o peso do pecado da humanidade que Jesus levou sobre Si.
Portanto, a evidência bíblica aponta que Jesus foi crucificado na quarta-feira e sepultado ao entardecer. Ele ressuscitou logo após o sábado terminar, no início do domingo, cumprindo exatamente os três dias e três noites conforme profetizado.
“Pois, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.” (Mateus 12:40)
Assim, o terceiro dia se inicia no domingo, logo após o pôr do sol de sábado — momento em que Jesus ressuscita.
A ressurreição de Jesus não é apenas um evento histórico, mas o fundamento da fé cristã. Ela comprova que Deus é fiel às Suas promessas e assegura aos que creem em Cristo a vitória sobre a morte e a esperança da vida eterna.
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